Quem sou eu

Minha foto
Brasília, DF, Brazil
Eu sou uma pessoa sonhadora, amante de literatura, de história e de felinos. Sonho com um mundo mais humano e justo. Mas quem não sonha?? Estou tentando fazer a minha parte. Gostaria de se juntar a mim?? Bem-vindo!

O que estou lendo no momento

  • A História da Esposa. (Marilyn Yalon)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A incrível capacidade do Brasileiro de prestar atenção ao que não vale nada.


        Estava eu a pensar - enquanto esperava o ônibus -  na capacidade dos brasileiros de criticar coisas supérfluas.
    Agora é o programa veiculado pela Rede Globo o “Big Brother”. A força que os internautas têm me impressiona! Claro não apenas eles, mas também os futuros passageiros que esperam comigo ansiosamente a chegada da condução. Fico imaginando se todos nós criticássemos a falta de serviço de saúde pública que ceifam vidas diariamente, ou a alta dos aluguéis, a falta de serviço de transporte público, ao aumento da cesta básica, a falta de empregos, a corrupção banalizada... O nosso país seria outro.
    Eu não sou contra nem a favor do programa. Acredito em censura familiar. Quem assiste a determinados programas , ou escuta determinadas músicas, ou frequentam determinados ambientes,  o fazem porque querem e porque lhes é permitido. Assistir ao programa é facultativo.
    Tem mais uma agora: tenho lido textos contra o apresentador Pedro Bial como se a culpa de todas as nossas mazelas fosse dele. Fala sério! Será que quem escrevem essas   críticas não sabem como funcionam as emissoras?  Desde quando não sabemos o que é IBOPE? Todos nós sabemos como as emissoras funcionam, sabemos que as coisas no nosso país giram em torno do dinheiro. Ele é funcionário.
    Estou indignada com tanta repercussão! Enquanto isso fico cerca de duas horas esperando para tomar um ônibus em uma parada fictícia – já que não há nada que possa caracterizá-la como uma – ao sol, à chuva e em frente a um buraco enorme no pseudo- asfalto.
    Ah minha gente! Vamos pensar no que realmente útil podemos fazer com esta arma que são as redes sociais, o nosso boca-a-boca,  ao invés de darmos mais dinheiro para quem já tem demais e acabarmos com essa falsa polêmica.